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Maarten Janssen, 2014-

PSCR0129

1544. Carta de Amador Lopes, mercador, para Gabriel Lopes, seu pai.

ResumoO autor dirige-se a seu pai dando-lhe conta das mercadorias que se prepara para lhe enviar entre outras notícias.
Autor(es) Amador Lopes
Destinatário(s) Gabriel Lopes            
De Portugal, Lisboa
Para Flandres, Antuérpia
Contexto

Carta pertencente a um conjunto de dezoito cartas quinhentistas existentes no Arquivo Geral da Bélgica, em Bruxelas. Este conjunto de cartas foi escrito essencialmente entre os dias 20 e 25 de junho de 1544 e enviado de Lisboa a parentes e amigos residentes na Flandres. Segundo os dados apurados pelo arquivo onde estão alojadas, estas cartas foram enviadas por via marítima e terão sido apreendidas numa ação naval, nunca chegando à posse dos destinatários. Não se encontrou informação da data em que as cartas integraram as coleções do Arquivo Geral Belga.

A este conjunto de cartas foram atribuídos os códigos que vão de PSCR0125 (carta A) a PSCR0141 (carta R), e à única carta em castelhano do conjunto foi dado o código PSCR6163 (carta D). Na sequência do lote de cartas, existem outros documentos em português, com letras de S a Z.

Suporte uma folha de papel escrita em ambas as faces.
Arquivo Archives générales du Royaume / Algemeen Rijksarchief
Repository Fonds Varia Familiepapieren
Fundo Aanswinsten 1979/33
Cota arquivística Carta F
Fólios Fr-Fv
Online Facsimile não digitalizado
Transcrição Tiago Machado de Castro
Revisão principal Raïssa Gillier
Contextualização Tiago Machado de Castro
Modernização Raïssa Gillier
Anotação POS Raïssa Gillier
Data da transcrição2016

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domyno gravyell lopes portugues ẽ a bolça nova ẽ ẽves Snors pay de lyxa a xxij de Junho de 1544 anos/

e Irmãos hesta não sera larga poq hu coreo q daquy partyo lhe esprevy a Reposta da carta q me mãdou q mãdava avyzo pa a novydade do vynho heu lhe Respomdy desta maneyra eu faley manoell Royz e me dyxe q era mto cõtemte da praçarya e q elle e eu mãdaryamos 100 pipas de vynho pa o novo e e q nỹgem podya avyar tam bem estes vynhos quomo elle haçỹ snor q desta maneyra hestamos cõsertados e elle vay agora pa ho pto aRecadar allgũ dro q lhe la devẽ e de la a de mãdar trazer as pipas q seram mays baratas poq aquy valem mto çaras asỹ q dysto no tempo faremos noço mylhor

quãto ha mercadarya q me mãdou ja lhe teynho esprito ho q teynho vẽdydo e não lhe mãdo a cõta do q me mãdou e teynho vẽdydo q quomo me voça m espreveo q fyzese po estar doẽte e não poder ir tyrar as cõtas na allfamdega e porẽ louvado ds ja estou mylhor e as primeyras nãos q forẽ lhas mãdarey de todos hos custos q teynho feytos e do q vemdy a mercadarya quãto aos couros dygo bezeros aỹda hos não vẽdy quãto as toalhas vẽdyas desta maneyra e esta vẽda fyz aos xbj do mes aryba dyto fyadas po seys mezes e pago ho diro a metade tres mezes e a houtra ametade nos houtros tres ha 1680 Rs q a lyvra de groco q sam myll e seys sẽtos e hoyto Rs e a pecoas sertas e me fazerem quada pecoa conhecymẽto açỹ q esta vẽda fyz e teynhoa po boa poq abateram qua mto as toalhas e mays dyxeram me q as de dez e de doze quarteys q se questumão não vyrem quartos quomo aquelas vynham e porẽ heu açỹ as dey quomo vynham quãto aos quasacoys não sam vẽdydos nẽ as cornetas as cornetas pareçe q l as tornarey a mãdar poq me não dam mays q a tres vỹteys po elas e aỹda quãto a toalhas nẽ quatacoys nẽ lynhas não mãde po mercadarya poq pa qua agora não he quãto as mynhas lynhas la lhe esprevo hũa carta quomo não faco framcia dela e de quomo havẽdo a mão a 110 e a 115 Rs a lyvra e a aỹda a não teynho senão hobra da metade vẽdydo a dellgada não se gasta poq a não querẽ senão daquela corte sytame mãde daquela corte houtras xx aRateys quãto aos çhapeos q lhe esprevy q lhe mãdarya detremyno de lhos não mãdar poq a feytura desta aỹda não vyeram hos sombreyreyros e pareçeme poquãto não ha lam nesta tera q logo pola primeyra q valeram mto caros asỹ q nysto me afyrmo e po esta lho faço saber q lhos não hey de mãdar q mynha detremynação hera quydar q vemdeçe as toalhas doutra maneyra asy q eu follgarya qua mays diro pa lho mãdar todo vynho querẽdo ds la lhe mãdo hũa hurqua pequena das duas q nesta cydade caregaram poq as houtras caregaram de sall setuvall a quall não he estrelỹ e não lhe mãdo ho nome poq ho não sey e porẽ esta não lhe mãdo ha quarto de vynho q vay marcado da mynha marqua de 6 e e vay houtros quatro quartos de Ruy freyre ho quall lhe mãdey trazer de tores novas he he Vmelho ho qusto dele ata vir de tores novas a pota do mar fez 1350 Rs hos mays qustos heu lhos porey cõta estes ao snor meu pay q estou de camynho pa tores novas pa V se poso açabar cõserto ho ladram de allvoro pays q me avyã dito q puzera tores novas hũa carta de ritos a Revelya de meu pay asỹ q ysto paça e q quãto ao diro q estava depozytado q vyerã hũs esprivãos de tores novas e q ho foram cobrar poq dyzem q lhe dyvya meu pay qustas dũs feytos e q tambẽ amto malldonado dyz de depozyto de vosa m q estava sua mão q lho devẽ de dous myll e tamtos Rs asỹ q tamtos ẽbaracos me deyxou qua a gaspar lopes e a justa lopes e aos mays me Recomẽde e q ajã esta carta po sua ds todos//

do voso Irmão amador lopes

Legenda:

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