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Maarten Janssen, 2014-

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1607. Carta de Gastão de Abrunhosa para Alexandre de Abrunhosa.

Author(s)

Gastão de Abrunhosa      

Addressee(s)

Alexandre de Abrunhosa                        

Summary

O autor admoesta o primo por causa causa de umas dívidas que ainda não executou, e dá-lhe instruções sobre como proceder com os seus negócios.
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Respuesta a ultima de 1 de abril Notavel he o o cansaso e aflicsão de animo

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que tenho por não achar modo pa satisfazer a vm sem perjudicar. porque vm
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ou como asinte faz que não sabe ou não quer saber e não quer que lho diga, e so por se
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não pareser con os sors santos que se justificão consigo mesmo ouvera de mudar de pareser
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neste particular aos quais eu respondi o mesmo que ora digo a vm e he que fasão o que
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quiser contanto que me não perjudique porque a me perjudicar he forsado espi
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cular o que fasen se he bon ou não. dis vm que não obrigara diogo duarte por
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não desistir de graviel ribeiro, eu digo que me ensine vm caminho ou via pa me res
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tituir da perda e dano que ese erro me causa e que me calarei e lhe não direi nada,
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posto que lhe juro por o que lhe quero que me magoa mto ver quão mal vm sofre di
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zerenlhe o que parese lhe conven, e então escreve vm que ja he outro e que he mto
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solisito e bon negosiador e não quer ver (posto que o sabe) que o diser vm iso não fas
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credito iso ano de diser as jentes e pa asin ser ha vm de maginar de noute e fazer de dia
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e con tanta puntualidade trabalho e vegilansia que obrigue as gentes a o dizeren
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digame não ve que ha quatro mezes que grito que me site execute diogo duarte
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e não faz senão buscar dilasões pa não concluir. não ve que faz demanda com po de lião en cousa mais clara que o sol e perdea e agora escreve que não tivemos defeza e por
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iso se perdeo pois se vm se não defende claro esta que o himigo o a de matar por fraco
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que seja. não ve que pasa de quatro mezes que me embargarão os alugueres das
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casas, e en hoito dias se fizera petisão d agravo a colasão não chegara a des dias
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e oje não esta concluido ora eu sofro mas he forsa sentir e desengano a vm
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por o que lhe quero e sou que he imposivel o remedio das faltas sen o conhesimto
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dellas este quando per si o não quer ter deve estimar e agradeser diserenlho e asi
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peso a vm me diga a mim o que lhe parese que requere emenda que por ds
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me fara grande m e quando menos sei que me não dira senão o que lhe reparei
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me sera bon e o mesmo ten vm obrigasão de crer de min posto que nos podemos
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enganar ora vm não quer que lhe fasa senão ason de seu padar e por iso me
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calarei poren sera no que me não perjudicar a meu particular e con Lca por
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me pareser nesesario lhe digo que se me não proseguir con notavel rigor a eses dous cais
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que não ha que esperar delles e a lhe de fazer todas as avexasois per justisa que
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puder ser e pa iso se aconselhe con quẽ tem experiensia e se per si se não atreve
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valhase de quẽ o fasa por dro e diga vm que eu lhe peso con mta instansia fasa
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isto se quer ficar desculpado pa con elles lembrolhe mais que nese dro esta
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meu remedio depois de ds e jurolhe que se vm me encomendara semelhante
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negocio que o ouvera de fazer de modo que satisfisera e obrigara a vm

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