PT | EN | ES

Menú principal


Powered by TEITOK
© Maarten Janssen, 2014-

PSCR0054

1594. Carta de Catarina Nunes para Manuel do Quintal, boticário.

Autor(es)

Catarina Nunes      

Destinatario(s)

Manuel do Quintal                        

Resumen

A autora recomenda um conhecido a um seu velho amigo. Também lhe pergunta se sabe do paradeiro dos bens do seu defunto marido.
Javascript seems to be turned off, or there was a communication error. Turn on Javascript for more display options.

meu snor he amiguo

não tinha eu razão de dar copia de mim a vm pois se tem pasado tanto tempo sem vm me dar hos perabems de meu naofarge e desatrado suceso pois perdim nele aquele grande amiguo seu Lourenco Roizs e juntamente el luis nunes yrmão no amor de vm que pelegando pela verdade rederam as armas e se puzeram nos brascos da morte e pondo os olhos o alto deos os tirarm de mim he de suas yrmãos e mai fiados e a grande miziricordia de deos se partiram desta vida descõtente por irem gozar da eterna belmaviuturanca a qual quera deos dar lhe pois pa el foram criados eu ficei tam cansada desta luta que oge não tenho forsa mais eu pera chorar he derreter o coracão pelos olhos sentindo minha grande perda não se cõtentou a fortuna me levar a nora he fazenda e credito mas precurou de me despogar de todo e me deixhou em cõpanhia de meus trabalhos os quas me obrigava pedir a vm ma fasa em me mandar dizer se sabe onde ficou o fato do meu mallogrado e ver se pode vir a minha mão que me dizem que ficou em caza de pero mendes peso a vm pelo amor deos e pela grande yrmandade que antre nos ouve faca por arrecadar esse fato e livros e assim ma fasa em me escrever muitas novas suas pois sabe quanto gosto sera resibidas de mim carta sua nela me mande licença pa as eu mandar de mim a vm porque as que mandou snor gaspar d oliveira de vm a esta tera foram tam festegadas de mos como se visem esa pessoa serto eu folge ser ele snor tam bem afurtunado que fose ter a caza de vm o que lhe sei dizer que he home onrado segundo nos dizia fco de vitoria e por ser seu amiguo lhe peso lhe fasa muitos mimos per estar na tera alhea quando vm me escrever seja por sua via porque a snora sua espoza vive nesta rua t do paso onde eu vivo moredo pois se me corvertem o pazer em pranto he o setim emcranado em do o qual não tem nẽgẽ de mim e as toalhas de seda em canhamaso por aqui tira qual poso estar vendo diante de mim hũa filha sem pai he minha mai yrmãos tam tristes e descõsoladas as quas mandam muitos recados a vm pedidolhe lhe mande muitas novas suas as nosas sam ficar esperando ovir las boas de vm e porque fico cõfiada que em tudo me fara mercer não diguo mais nosso snor dem a vm tudo o que pode ámen fei oge vintet dia de samto ander

desta amigua e servidora de vm Caterina nunes

Leyenda:

ExpandedUnclearDeletedAddedSupplied


Download XMLDescargar selección actual como TXT