PT | EN | ES

Main Menu


Powered by TEITOK
© Maarten Janssen, 2014-

CARDS1046

[1617]. Carta de Alonso Carrillo de Albornoz, comediante, sob o nome falso Martim Lopes, para António Álvares Cardoso, padre.

Author(s)

Alonso Carrillo de Albornoz      

Addressee(s)

António Álvares Cardoso                        

Summary

O autor defende-se em relação às queixas de um terceiro, Fernando de Ataíde Vasconcelos, e queixa-se ele próprio de falta de dinheiro.
Javascript seems to be turned off, or there was a communication error. Turn on Javascript for more display options.

O Pe Antonio de caçeres me deu ontem um escrito de V m e pella menham muytos Pecados das magoas do senhor dom fernando não de meu mal mas de a grande Cantidade de Dinheiro que tem gastado. Com palavras tão não sei como que estranhei a lingoajem dum fidalgo de sua feição; e diseme os. grandes queixumes que faz de V m e V m do pe Caçeres e todos tres de min eu de ninguem, mas não Vejo que todos V ms se alembrem que eu não som poderoso para jugar, as bofetadas con Deos, nem tomei isto por minha mão Pois Save V m que o mes pasado lhe dise que não queria Curarme esperando milhor fisico que baltasar d oliveira e que me pesaria que se dileitase por não me ver Como oje estou ainda que Com muita melhoria graçias a Deos. se o sor D fernando não se quis achar em disposição de buscar os neçesarios não sou Culpado eu, e além disto o sor D ferndo não tem dado bastante dinheiro pr a obra quando entre nisto o veludo e o melcochado e os oito mill Reis mas agora falando entre amigos sem Paixão a que Vilão Ruin se lhe nega a Comida quando os casos são semelhantes. avendolhe dito a sua mr que eu não tinha Renda nem oficio nem minha prima ganha para mo dar que eu lho ei de dar a ella, e agora o primeiro que mete em Rol sua mr he o que tenha Comido e diz que elle nem tem obrigação de me dar de comer nem de pagar minhas dividas Como se eu lhe pedise que mas pagase e outras semelhantes palavras mas o sor dom fernando não fora fidalgo se não fora vario nem discreto se não fora descomfiado nem ho tivera Por portugues se não chorara o dinheiro mas Como ja lhe sei o Remo não me agasta muito so me peza das duvidas que tera V m por aver abonado o que não Vio ainda Porem Dolhe minha palavra que em nenhum tempo se posa V m queixar de mim que juro aos sanctos da corte çelestial que alem do dinheiro do sor D fernando tenho gastado de casas e prestado mais de quarenta mill Reis porem farei Rol de todas has pesoas de quem Comprei o que me Custou e que Cousas e severar q não gastei Para mi uns capatos e pello sanctissimo sacramto que me não estrevi a Comprar un chapeu e mo deu um meu amigo q Conhece caçeres alem disto diz o sr D fernando que não ha libros eu lhos darei logo e os preparantes que tenho para que não se perca tempo a tudo e do disposto eu lhe dise que me tirase de aqui e me levase donde quisese mas não savia eu antão que o sr D fernando sintia tanto o gastar, que despois quando a de correr por minha mão seria eu parvo se ficase a la luna de Valencia contudo so oferci muito seu Criado e o servirei na forma que de mi se quiser servir e o proprio oferezo a V m Com alegre desenganno en nosos suçesos e doçe fin noso sr g

Cautivo de V m martim lopes

Legenda:

ExpandedUnclearDeletedAddedSupplied


Download XMLDownload current view as TXT